Aldric Bonani
Eu não comecei “documentando o tempo”. Comecei fotografando eventos.
São mais de 30 anos registrando momentos importantes. Mais de mil histórias atravessaram minha câmera.
Mas foi quando me tornei pai que algo mudou. A chegada da minha filha não alterou minha técnica. Alterou meu olhar.
Eu percebi que a infância não termina de uma vez.
Ela se transforma em silêncio.
E quase sempre estamos ocupados demais para notar.
Foi ali que eu entendi: Eu não queria mais “fotografar” acontecimentos. Eu queria documentar transições.
Nunca é só um ensaio ou um aniversário. É uma fase que está passando — e não volta.
Não o sorriso para a câmera. Mas o jeito de ser que logo será outro.
Minha formação em desenvolvimento humano, pedagogia, e minha paixão por Montessori ampliaram a minha compreensão sobre a infância. Mas foi a experiência real — como pai — que transformou o meu trabalho.
Eu observo mais do que dirijo. Espero mais do que intervenho.
Eu encaro o “caos” porque a vida não tem roteiro. E é no cotidiano imperfeito que a infância acontece.
Meu trabalho não é produzir imagens bonitas. É preservar a história da sua família como ela é.
Para que aquilo que foi vivido não dependa apenas da memória.
Beleza importa. Mas é o significado que permanece.
Se você busca memória com profundidade, nós precisamos conversar.
O tempo está acontecendo. E ele não avisa quando termina.
Prêmios
Uma vida dedicada a observar — e transformar instantes simples em lembranças eternas.

